segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobre o livre arbítrio

Livre arbítrio?
Até que ponto você consegue ser dono de si mesmo?
Nasça em Israel e não seja Judeu. Nasça em 4.000 aC na Grécia e não creia em Zeus. Seja um Romano Ortodoxo. Seja um asiático protestante. Um australiano hinduísta. Um espartano pacífico.
Determinismo. Esse é o termo usado para explicar-nos: Quando e onde nascemos determina o que seremos.
Mas na verdade, não é bem isso que me perturba sobre o tal livre arbítrio. Há algo ainda mais apavorante por trás da influência que a sociedade exerce sobre nós: a influência que nosso DNA exerce. Tudo o que somos, o que fazemos, as nossas características, nossos atos.. Nossa personalidade e sentimentos são resultados dos teores de diferentes neurotransmissores em sinapse nervosa. O que define essas quantidades são nosso metabolismo, fruto dos nossos genes, do nosso DNA. Nós não somos responsáveis pelos genes que temos, não escolhemos o nosso DNA. Não somos portanto responsáveis pelos nossos neurotransmissores, personalidade, características, atos. Onde está o livre arbítrio?
Podemos sim escolher o que fazer frente a uma situação. Mas na verdade a nossa escolha foi baseada em influências do meio em que vivemos e, mais ainda, do nosso humor e sentimentos, portanto... do nosso DNA. A “nossa” escolha não é tão nossa assim. Cabe aqui “o gene egoísta” do Richard Dawkins: somos meras máquinas de nossos genes.


O livre arbítrio em sua totalidade não existe.