sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobre tudo, e nada - Enlouquecedor

Esse texto é uma das reflexões mais profundas (e talvez melancólicas) que eu tive nos últimos tempos. No final dessa postagem, você vai acreditar que uma bactéria e uma galáxia tem praticamente o mesmo tamanho. Paciência e atenção nas coisas e imagens que eu vou mostrar, daqui você vai poder tirar uma série de conclusões e bolar uma série de teorias sobre o cosmos.

Primeiramente, comparem o tamanho da Terra com Júpiter:


Segundo: Júpiter com o nosso Sol

Terceiro: compare agora o nosso Sol, muito maior que Júpiter (que é muito maior que a Terra), com Aldebaran, a estrela vermelha de Touro:



Quarto: Aldebaran, muito maior que o sol, perto de Betelgeuse (de Órion) e Antares (de Escorpião)*:



Quinto: por último, Antares vs VY Canis Majoris, a maior estrela visível da Terra:



Agora imagine VY perto da Terra! E então eu te pergunto: o que somos nós? Absolutamente nada. Só pra relembrar: Terra < Júpiter < Sol < Aldebaran < Antares e Betelgeuse < VY Canis Majoris:


Agora vem o pior: VY Canis Majoris não é NADA perto de uma galáxia, que não é NADA perto do Universo. Uma galáxia é infinitamente maior do que VY, e tem mais: "a mais sensível imagem feita pelo homem, a Hubble Ultra Deep Field, captura cerca de 10 mil galáxias em um área de cerca de um centésimo do tamanho da lua cheia. Fazendo a escala para o céu inteiro, essa densidade implica um total de cerca de 200 bilhões de galáxias. E essas são apenas as mais luminosas; o verdadeiro número é, provavelmente, muito maior." [Scientific American Brasil, junho 2011, pág. 56] - Ou seja, uma galáxia não é nada perto do Universo. Uma galáxia comparada ao Universo representa menos do que uma bactéria representa pra nós humanos! Pra enxergarmos uma bactéria qualquer no microscópio óptico usamos um aumento médio de 400x ; se colocássemos o Universo num microscópio e aumentassemos 400x ainda estaríamos longe de enxergar uma galáxia!
Observando as fotos, nem precisamos ir tão longe pra chegar a uma conclusão deprimente - compare por exemplo, na última imagem, Antares com o Sol. O sistema solar é insignificante, não? Podemos até nos dar ao luxo de dizer que há pouca diferença entre o nosso tamanho e o do Sol, se lembrarmos dessas comparações! há pouca diferença entre o tamanho da Terra e de Aldebaran, se compararmos ao tamanho de VY. Há pouca diferença entre o tamanho de uma bactéria e de uma galáxia na escala cósmica. Uma galáxia - ou seja, nada - é menos do que uma bactéria para o cosmos. No Universo, uma bactéria e uma galáxia.. tem praticamente o mesmo tamanho.


Depois desse choque, que veio de um FATO, eu entro enfim com uma teoria.
O ser humano estuda os átomos. Acreditamos aqui que átomos, particulas elementares como bósons, etc.. são os menores compositores do Universo.. e na escala cósmica, nós e os átomos não temos tanta diferença de tamanho, assim como uma galáxia e uma bactéria. Como podemos, então, ter certeza que estamos tão perto do menor tamanho, do tamanho limite do Cosmo? Não seria possível algum "microser" estar pensando isso agora sobre o meu polegar? Por que nós temos que estar perto do limite? E se houver muito mais ainda, muito mais que a gente não pode enxergar?
É como se um ser do tamanho de VY tentasse nos enxergar.
Isso também se estende para o macro: imaginemos um ser do tamanho de 500 bilhões de galáxias. Ao olhar para algumas centenas de galáxias, ele não enxergaria nada. Ou seja, o MÁXIMO que conseguimos imaginar são algumas galáxias e o MÍNIMO são átomos e suas partículas. Mas isso está na nossa cabeça porque foi construído a partir do que podemos visualizar, a verdade pode ser outra! O máximo pode ser muito maior e o mínimo infinitamente menor.
E então tudo se encaixa melhor quando pensamos em Relatividade: se existe um microcosmo no meu dedo, enquanto eu teclo ele é destruído inexoravelmente. Mas ele pode existir, ser destruído e se reconstituir e os seres que lá habitariam perceberiam isso como nós percebemos a nossa vida, porque o tempo é relativo! Esses seres tem um momento muito menor que o nosso, o tempo pra eles passaria muito diferentemente. E desse mesmo modo que eu imagino esses microseres, pode haver um macroser nos imaginando agora.

A gente pode ser muita coisa e nada ao mesmo tempo. A verdade é que não sabemos e infelizmente, eu vou morrer sem saber. Mas mesmo assim, não entendo quem consegue viver sem caçar respostas.


*Há divergências em relação aos tamanhos relativos de Antares e Betelgeuse.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sobre a Vida - Uma questão de evolução

Afinal por que a gente ta vivendo? A gente vai morrer mesmo.
É um clichê do pessimismo fazer essa pergunta.. ok. Mas eu quero aprofundá-la pra chegar à outra questão.
A gente nasce pra se reproduzir e morrer. Vivemos portanto só pra dar continuidade a espécie. Assim como os outros animais, plantas, bactérias, etc.
O que nos diferencia é que queremos aproveitar a vida: nosso sistema nervoso "desenvolvido" gera dopamina, serotonina, endorfina, entre outros neurotransmissores que nos fazem sentir tristeza e felicidade, ou seja, que nos fazem sentir vivos.
Espera.. então uma bactéria não é um ser vivo? Se uma bactéria não sente essas coisas, por que ela deveria ser considerada um ser vivo? Qual o limite, não convencional científico, mas o real sentido filosófico de vida?
A gente só se sente vivo porque a gente chora, a gente ri. Uma bactéria não se apaixona, não passa medo, não sente adrenalina numa montanha russa.. logo, uma bactéria não aproveita a vida; que é o único motivo por não entrarmos em depressão pelo nosso triste destino de viver pra se reproduzir e morrer: termos o que aproveitar.
Entretanto, só aproveitamos graças aos nossos neurotransmissores. Graças ao nosso sistema nervoso. Uma bactéria não tem sistema nervoso, então não se sente angustiada pelo triste destino.
Ok.. mas e os animais? Aqueles que tem neurotransmissores, sentimentos. Ah.. eles vivem apenas por instintos, apesar de sentirem alegria e tristeza, não são desenvolvidos como nós. Eles não entendem o mundo a nossa volta assim como nós entendemos. Logo, subestimamos a vida deles, usamos como alimento, tratamos como seres inferiores. Mas não podemos ser julgados, afinal, eles não percebem o mundo como nós! São menos vivos?!
E se existir, em algum lugar do Cosmos, seres bem mais desenvolvidos que nós humanos?
Então eles irão subestimar a nossa vida como subestimamos a das bactérias. Então nossos sentimentos não serão nada perto dos deles, nossa vida, comparada a deles, seria um mero capricho da natureza em gerar mais uma espécie, assim como as bactérias e os animais, que vivem apenas pra se reproduzir e morrer. Os animais não são inteligentes o suficiente pra perceberem o mundo como nós? Ok, e os Homo sapiens que existem a mais de 200.000 anos e não conhecem nem a Terra inteiramente, muito menos o Universo, nem sequer sua própria Galáxia por completo? E se nós formos, numa escala cósmica, comparada a seres hipotéticos extraterrenos, as "bactérias" do universo? Não poderemos, portanto, reclamar se formos usados como alimento ou como ratos de laboratório, isso seria até demais para nós.

Isso não é um texto vegetariano ou contra testes com ratos. É só uma questão a se pensar.

E então, estamos no topo ou na base da evolução? Podemos ser tudo.. ou podemos ser nada.

(Religiosos, antes que digam que só somos burros perante Deus, por favor videm o texto "Sobre Deus".)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre a Telepatia

Tratada como mística, quem já estudou empiricamente a telepatia foi visto como louco ou pragmático. A verdade é que o homem se limita proposital e ignorantemente não se conscientizando de que a ciência já pode analisar mais precisamente o "pensamento extracorpóreo".
Unindo a quântica à psicologia, Einstein à Jung e José Silva, que sejam dados os fatos.
Jung, discípulo de Freud, tem como o "inconsciente coletivo" uma de suas mais brilhantes descobertas. "O inconsciente coletivo; ou memória universal, é uma faixa de conhecimentos codificados que todos nós podemos acessar. Nós não criamos algo novo, mas acessamos algo novo." Toda a humanidade tem essa biblioteca a seu dispor, o conhecimento humano é compartilhado, sempre que há uma nova descoberta, outrém poderá tê-la apenas acessando a biblioteca do inconsciente coletivo!
E entramos agora na quântica. Como isso acontece? Simplesmente, a cada respiração trocamos com o meio 10²² átomos. Isso quer dizer que estamos em um contato dinâmico com a humanidade sem sequer percebemos. Provavelmente, átomos que estão hoje em nossos corpos já perteceram a famosidades, quem sabe não temos partículas de Jesus, Gandhi ou Buddha?
Isso supõe que os átomos carregam uma memória, algum modo de tender à mesma ação repetidamente. A própria Medicina intriga-se com memórias de doadores de órgãos naqueles que os receberam!
Prosseguindo, adentramos à Relatividade de Einstein: matéria (átomo) e energia são a mesma coisa em um estado diferente. O ciclo do cosmos já foi desvendado: a energia se contrai, transformando-se em matéria, e então a matéria se expande, transformando-se em energia e vagando pelo espaço. Pois bem, matéria e energia são a mesma coisa e possuem então essa característica em comum: de algum modo carregam uma espécie de "memória" e isso desvenda o inconsciente coletivo de Jung.
Mais um dado necessário à minha teoria é a frequência alfa. Descobriu-se recentemente que a Terra emite uma frequência específica de ondas eletromagnéticas (ou seja, energia). Descobriu-se também que em estado de profundo relaxamento o cérebro humano emite essa mesma frequência, o que chamamos de ondas alfa! José Silva, pesquisador dos fenômenos telepáticos fortificou e deu mais bases a teoria. Fato é, descobriu-se que duas pessoas podem trocar essa energia; como uma torre emitindo sinal para a televisão: um homem envia alfa, a Terra recebe e reenvia para outro em estado alfa, e assim trocam energia, ou seja, trocam memória! Os experimentos de José Silva são empíricos, isso não é mística. Entretanto, por que continua-se a ignorar fatos tão relevantes? O homem se priva de algo extraordinário!
Talvez seja correto se pensarmos que o estado de maior relaxamento e portanto mais propício a alfa é o sono. Com muito treino obtemos a satisfação de controlar os próprios sonhos, o que já é considerado pela ciência. Para ter o "sonho lúcido" é necessário treino, mas qualquer um é capaz. Pensemos agora em trocar alfa, ou seja, informações, enquanto dormimos. Tendo um sonho lúcido, poderia o homem ser capaz de agir como bem entender, entrar e de algum modo controlar os sonhos alheios?
Bom, cuidado com o que andam sonhando.. mas como já dizia Chorão (Charlie Brown Jr).. "Sintonia, telepatia, comunicação pelo córtex!"

Scientia Vinces - a quântica vai nos libertar!